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Medicina Ortomolecular

Medicina Ortomolecular

Medicina Ortomolecular

A Medicina Ortomolecular é uma nova ciência com mais de 60 anos no mundo e cerca de 35 anos no Brasil que trata de colocar a molécula em ordem antes ou durante o curso da doença para lidar melhor com a resposta do organismo.  As doenças são resultado de desequilíbrios químicos, logo seu objetivo primordial é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Ortomolecular é um termo composto de orto, que é a palavra grega para “correto” ou “direito” e molécula, que é a estrutura mais simples e que exibe as características de um composto. Por isso, significa, literalmente, “a molécula correta”.

Este acerto (orto=correto) das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Espera-se que estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatam os radicais livres. Portanto, a atuação da Medicina Ortomolecular é alcançada justamente a nível molecular, através de suplementações, tanto por via oral, quanto parenteral e endovenosa. Dentro de seus conceitos ganha status de Medicina Preventiva. Verificamos que o termo Medicina Biomolecular também se aplica ao caso. Basicamente são quatro os pontos tratados pela Medicina Ortomolecular:

  • Repor substâncias em falta no organismo;
  • Eliminação de substâncias tóxicas;
  • Aumento da concentração de determinadas substâncias;
  • Combater o excesso de radicas livres.

Os radicais livres são moléculas, cuja principal fonte de formação é o oxigênio, que apresentam um número ímpar de elétrons em sua órbita externa, ou melhor, um elétron desemparelhado. A instabilidade faz com que as moléculas removam elétrons de outras substâncias a fim de se estabilizarem, mais causando com isso uma reação em cadeia que prejudica diversas estruturas celulares, identificada na Oxidologia como Estresse Oxidativo. Este tipo de estresse é originado de processos orgânicos, e se manifesta no indivíduo na forma de Estresse Químico, Emocional, Físico e Infeccioso, e por conseguinte aumenta o risco de se contraírem doenças. A Medicina Ortomolecular atua nestes casos buscando diminuir o estresse. Em resumo, ao se respirar, parte do oxigênio consumido é transformado em radicais livres – moléculas instáveis que podem lesar, via oxidação, todas as macromoléculas da célula.

HISTÓRICO do ORTOMOLECULAR

Alguns importantes fatos marcaram a história da Medicina Ortomolecular.

Em 1900 descobriu-se o primeiro radical livre. Durante os 50 anos subsequentes, se conheceu toda a sua química e em 1956, Denhan Harman publicou teoria sobre a toxicidade dos radicais livres e sua relação com o envelhecimento. Seus conceitos juntaram-se à descoberta de Joe McCord e Irwing Fridowich, que comprovaram a existência da SOD – Superóxido Dismutase, uma proteína produzida pelo corpo humano que funciona como antioxidante natural, inibindo  a oxidação das células.

No mesmo ano, Linus Pauling, apresentou à comunidade médica e científica a ideia de Medicina Ortomolecular.

Nasceu então um novo conceito, baseado no Paradoxo do Oxigênio. Acredita-se que o estresse oxidativo está envolvido em inúmeras condições patológicas, fato que serviria de embasamento para as terapias antioxidantes.

FUNDAMENTOS DA MEDICINA ORTOMOLECULAR

A prática ortomolecular baseia-se:
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1) Nos princípios propostos por Linus Pauling;
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2) Na Nutrologia, especialidade médica que se preocupa com a qualidade da alimentação, necessidades calóricas diárias, referentes a cada indivíduo e de acordo com a sua atividade física ou sua patologia pré-existente, repondo ou restringindo os nutrientes como proteínas, gorduras, açúcares, minerais, vitaminas, fibras e água, que sejam indispensáveis ao equilíbrio das reações químico-físicas de todo o organismo. O equilíbrio metabólico e energético é básico a todas as especialidades médicas. Das centenas de substâncias que entram nos processos metabólicos, todas são sintetizadas no organismo, com exceção de 47, chamadas nutrientes essenciais que deverão ser introduzidas prontas do meio externo, pela alimentação e ou suplementação. Esses nutrientes além da água e do oxigênio são:
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• Aminoácidos (9): Histidina, Leucina, Isoleucina, Lisina, Valina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano.
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• Ácido Graxo essencial (1): Ácido linoleico
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• Vitaminas (16): Tiamina(B1), Riboflavina(B2), Niacina(B3), Piridoxina(B6), Ácidofólico(B9), Cobalamina(B12), Ácidopantotênico, Biotina, Ácidopara-aminobenzóico (PABA) , Inositol, Colina, Ácidoascórbico (C), Retinol (A), Calciferol (D), Alfatocoferol (E), Menadiona(K)
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• Sais minerais (21): Sódio, Potássio, Cálcio, Fósforo, Magnésio, Manganês, Ferro, Cobre, Zinco, Selênio, Cromo, Iodo, Enxofre, Lítio, Boro, Flúor, Vanádio, Molibdênio, Ácido lipóico, Taurina, Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)
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3) No ambiente, detectando e corrigindo as intoxicações provenientes do ar, solo e água, assim como as substâncias ingeridas junto aos alimentos – conservantes, corantes, acidulantes, agrotóxicos, adoçantes e minerais tóxicos. Avaliando a poluição sonora e as fontes de radiações nocivas. Promovendo melhora do saneamento, condições de moradia e ambiente nos diversos tipos de trabalho.

TEORIA ORTOMOLECULAR

Dentro da Teoria Ortomolecular, acredita-se que os radicais livres (RL), com elétrons não pareados na camada de valência, sejam os responsáveis, pelo menos em parte, por elevado número de doenças, abrangendo vários órgãos e sistemas. De todo o oxigênio disponível pela célula, 95% se transforma em energia, utilizada para fabricar substâncias vitais e mantê-la funcionante e viva. Os 5% restantes são transformados no metabolismo em radicais livres de oxigênio, ou como melhor chamados, de espécies reativas tóxicas de oxigênio: radical superóxido, peróxido de hidrogênio e radical hidroxila. Esses elementos são gerados no organismo desde o momento da concepção logo nos primeiros segundos de vida intra-uterina e a sua produção é contínua durante toda a nossa existência. Pela teoria, até os 40/45 anos o organismo consegue neutralizar esses 5% excedentes de radicais livres. Chega o dia que a produção de RL excede a sua degradação e sobrepuja os mecanismos de defesa naturais anti-radical, e de reparo celular e tem-se o início das alterações estruturais de proteínas, lipídeos, ácidos nucléicos e carboidratos, as quais culminam na lesão celular. Assim sendo, ocorre gradativamente, lesão de célula a célula, tecido a tecido, orgão a orgão, até chegarmos à instalação de doenças. Um dos mecanismos mais frequentes de lesão celular ocorre em nível de membrana no fenômeno conhecido como peroxidação lipídica. Acredita-se que está ficando cada vez mais difícil administrar os radicais livres e uma das razões é a crescente exposição do organismo à metais tóxicos como o chumbo, o mercúrio, o cádmio, o alumínio, o níquel, etc, e à metais, considerados não tóxicos dependendo da sua concentração no organismo, como por exemplo, o ferro. Todos esses metais, particularmente o ferro, atuam como catalisadores, aumentando a geração dos radicais livres de oxigênio na reação chamada de Waber-Weiss. Outra dificuldade para a degradação dos radicais está no problema com a nutrição, pois os mecanismos de defesa anti-radical, tanto os enzimáticos quanto os não enzimáticos dependem do aporte adequado de nutrientes.
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A medicina ortomolecular propõe avaliar esses pacientes, desvendar as carências de nutrientes, por exemplo, com o emprego de tabelas de inquérito de sinais e sintomas ou através de inquérito alimentar e dos mineralogramas (anexo 1).
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Com isso, calcula-se as doses ótimas para esse indivíduo em particular, com determinada doença, idade, estado nutricional, moléstias associadas, etc. Administra-se o que está faltando ou realiza-se a sua quelação (depuração do agressor através da ligação do mesmo com um outro elemento específico).

TRATAMENTOS PROPOSTOS PELA PRÁTICA ORTOMOLECULAR

Os tratamentos propostos pela prática Ortomolecular incluem:

I) correção nutricional e de hábitos de vida;

II) reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes

III) emprego terapêutico de vitaminas, sais minerais, ácidos graxos ou aminoácidos com finalidades de modular o “estresse oxidativo”;

IV) remoção de minerais quando em excesso (ex.: ferro, cádmio) ou minerais tóxicos (ex.: chumbo, mercúrio, alumínio).
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A seguir a explicação de cada item acima:
I) A correção de hábitos nutricionais inadequados compreende a reorientação científica do uso de alimentos quanto a qualidade, quantidade, composição, balanceamento, ritmo, fracionamento e outros fatores da mesma natureza, não compreendendo o uso de suplementos vitamínicos, sais minerais,ácidos graxos ou aminoácidos.

Ia) A correção de hábitos de vida inadequados consiste em promover hábitos saudáveis em relação a trabalho, lazer, bem-estar, convívio social e familiar, atividade física, objetivos de vida e a combater hábitos perniciosos tais como o tabagismo, excesso de álcool, a automedicação e uso de drogas que provoquem dependência.

II) A reposição medicamentosa de comprovadas deficiências de nutrientes se fará de acordo com os seguintes parâmetros:

I) em princípio, a deficiência deve ser considerada isoladamente para cada nutriente e não em conjunto com outros, exceto para os nutrientes interdependentes (ex: cálcio, magnésio);

II) existência de nexo causal entre a reposição de nutrientes – considerada especificamente – e a prevenção de manifestações clínicas indicativas de doenças ou associadas com redução da qualidade de vida ou ocorrência de morte mais precoce.

III) O emprego terapêutico de vitaminas, sais minerais, ácidos graxos ou aminoácidos com a finalidade de modular o “estresse oxidativo” deve obedecer ao seguinte princípio: o valor terapêutico de cada uma das substâncias químicas mencionadas deverá ser avaliado para cada tipo de evento mórbido.
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IV) A remoção de minerais quando em excesso ou de minerais tóxicos se fará de acordo com os seguintes princípios:
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I) o excesso de cada mineral ou a presença de mineral tóxico deverá ser considerado isoladamente e não em conjunto com o de outros;
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II) existência, na literatura médica, de ampla fundamentação bioquímica e fisiológica sobre o efeito deletério do excesso do mineral considerado ou do mineral tóxico no nível detectado, bem como de dados que comprovem a possibilidade de correção efetiva por meio da remoção proposta;
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III) além da melhora dos parâmetros laboratoriais, deverá haver comprovação científica objetiva de utilidade clínica;
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IV) o valor terapêutico da remoção de um determinado mineral deverá ser avaliado para cada tipo de distúrbio considerado.
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Leia o artigo completo nos posts www.clinicavida.med.br, link na Bio.
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Dra Natalia Barnes

Dra Natália Barnes – CRM 33687

Clínica Vida

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